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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Amigos brasileiros, só no Brasil!



Todo mundo que teve a oportunidade de morar no exterior um dia já pensou o seguinte: "não vou fazer amigos brasileiros para mergulhar na cultura local e aprender o idioma o quanto antes for possível", ou ao menos ouviu alguém dando tal instrução. Eu pelo menos pensei exatamente assim. Confesso que mesmo quando viajo e escuto brasileiros na rua não dou uma de louca e puxo assunto só pra poder falar português, afinal, a passagem de volta para o Brasil está comprada, e então a oportunidade de praticar o inglês-espanhol-francês-mandarin-whatever e de conhecer pessoas novas do país visitado ou de outros países, perdida. E foi com essa mentalidade que conheci meu namorado alemão enquanto estava nos EUA. Além de um espanhol, uma canadense, duas suiças... e uma brasileira! Claro, os brasileiros hoje em dia estamos proliferados no mundo, não disse que me proibo de conversar com brasileiros, mas acho bacana e agrega poder abrir um pouco o círculo e trocar experiências.

Fonte: Google Images

Quando estava com tudo pronto pra me mudar para a Alemanha, eu não estava pensando muito diferente, mas o pensamento não durou nem uma semana! Eu não sabia absolutamente nada em alemão (não que hoje eu saiba muita coisa...), sofria cada vez que ia no mercado e não sabia o que comprar para o almoço. E quando precisava de algum produto de limpeza então?! Claro que eu poderia optar por passar por tudo sozinha, errar até aprender, mas se tantas pessoas já passaram pela mesmissima situação, por que não me aproveitar da experiência alheia?
E então comecei a entrar em alguns grupos "de apoio" de brasileiros morando na Alemanha, outros somente de brasileiras (com assuntos de mulherzinha...), e como não tinha um específico para a cidade que estou morando, criei eu mesma um. E foram neles que descobri onde comprar leite condensado, feijão, polvilho, farinha de mandioca ou mesmo receitas que variam de pão de queijo a feijoada, com ingredientes já traduzidos para o alemão. Por fim, eu lamentei e muito por ter demorado tanto para entrar nos grupos, uma vez que poderia ter tido todas as informações necessárias e evitado tanto peso de coisas que trouxe do Brasil sem nenhuma necessidade!

Fonte: Google Images

E ainda vai muito além de informações básicas e traduções, apesar de muitos que estão no Brasil acreditar que a vida dos brasileiros no exterior é perfeita, não imagina o perrengue até descobrir tudo que precisa (e a gente nunca sabe tudo), aprender a língua, se adaptar a nova rotina, nova cultura, e quando parece que está tudo bem, vem aquela crise de saudades que só quem está vivendo a mesma situação consegue entender.
Até eu entrar nos grupos, também tive a doce ilusão que eu era a única brasileira namorando um alemão. Na verdade, enquanto ainda estava no Brasil, tantas pessoas me fizeram acreditar que meu relacionamento era uma bizarrice que nem imaginei que poderia encontrar pessoas no mesmo barco. Pasmem, só no facebook tem um grupo de 890 mulheres brasileiras casadas com estrangeiros. E também tem quase 4 mil mulheres brasileiras na Alemanha, e vive rolando tópicos sobre documentação de visto e casamento.
Tem os grupos mais sérios e tem os grupos mais leves, gosto de todos, alguns são tão mortos que nem sei porque existem, desses eu não gosto. Os  mais sérios chegam até a ser chatos de tantas regras, mas neles tem documentos preciosos sobre toda burocracia alemã para brasileiros, dicas, vagas de empregos, médicos e dentistas que falem português, etc. e outros com posts sobre tudo, mas eu pelo menos vejo que o principal nesses é realmente a integração de pessoas que estão vivendo a mesma situação, que se possa falar de tudo, trocar experiências, desabafar, lembrar das comidas típicas da região de cada uma no Brasil, e por aí vai...
Por fim a gente cria laços com tantos estranhos que não precisam especificamente fazer parte da sua lista de amigos, mas que estão lá, sempre comentando em todos os tópicos e sem querer contamos um pouco da nossa história, escutamos um pouco outras e traz um sentimento bom de não estarmos sozinhos. Claro que é preciso saber filtrar, tem pessoas que logo de cara já aparece com uma nuvem negra que ultrapassa barreira virtual de tanta negatividade, ou porque tudo da Alemanha não presta, os alemães são todos nazis e que se pudesse (?) voltaria para o Brasil ou que tudo no Brasil não presta e por sorte se sente mais alemã(o) que brasileiro (?) e não tem paciência para se envolver mais com assuntos e pessoas do terceiro mundo.
O que importa é que graças a esses vários brasileiros que eu rejeitei antes mesmo de conhecer que me fortaleço a cada dia. Saber que apesar todas as dificuldades, é possível se apaixonar a cada dia mais pelo lugar em que se está morando sem deixar de amar de coração nosso Brasil. E é uma delícia poder fazer encontros e sentar todo mundo numa roda e falar português pra variar um pouco, dar beijo no rosto para cumprimentar e um abraço para se despedir. Falar alto (e sem parar) sem se preocupar nas pessoas em volta encarando. Reparar nas mesmas coisas e hábitos estranhos, comentar sobre o assunto e rir!
E no fim saber que podemos contar um com o outro, afinal está na essência do brasileiro a leveza, alegria e solidariedade para ajudar. Claro que é importante conhecer também nativos, se enturmar, praticar o idioma, se envolver com a cultura... ainda não tive oportunidade de me envolver com alemães além do trabalho, mas tenho certeza que é totalmente possível fazer amizade com eles, digo mais, uma vez que se conquista um alemão, eu diria que se tem um amigo para vida toda. Mas quando te der saudades do calor humano da nossa terrinha, só mesmo um bom amigo brasileiro pra suprir e te aquecer desse inverno europeu!!

Fonte: Google Images

sábado, 26 de julho de 2014

Eau de Cologne

Quantas vezes você já não leu “eau de Cologne” no seu perfume? E já se perguntou de onde essa palavra veio? Bom, parece óbvio: da França, #sóquenão. Sabe de onde ela vem? De Colônia! Sim, pasmem, o primeiro perfume do mundo é de origem alemã e não francesa!!
Se você mora na Alemanha ou já sabia da história pode fechar o blog, mas eu não sabia e vou documentar aqui também!! Tudo começou na Casa Farina. O nome dele era Giovanni Maria Farina (1685-1766), um italiano que morava aqui na Alemanha, e ele criou uma fragrância a qual ele deu o nome de Eau de Cologne (Água de Colônia), tornando na época a cidade de Colônia internacionalmente conhecida como a cidade do perfume.

Eau de Cologne Farina. Fonte: Google Images

E por que Eau de Cologne e não Kölnisch Wasser? Porque naquela época o idioma usado tanto no comércio quanto falado pelos nobres era o francês. Isso tudo foi no ano de 1714, cem anos antes de os franceses conquistarem a cidade e muito antes da famosa Catedral ter sido concluída.
Dizem que muitos já tentaram copiar esse perfume, porém até hoje ninguém conseguiu. Giovanni Maria Farina, considerado “Pai da Perfumaria Moderna” foi homenageado pela cidade, e sua escultura de pedra está na torre histórica da Prefeitura de Colônia.
Sua lista de clientes é longa e nobre. Entre alguns conhecidos estão: Napoleão Bonaparte (1804); Dom João VI, Rei de Portugal (1818); Dom Pedro I, Imperador do Brasil (1822); Heinrich Heine (1824); Rei Ludwig II de Bayern (1872); Princesa Diana (1999); Bill Clinton (2000). Lá na casa Farina, você pode ver esses e muitos outros nomes de clientes numa lista gigantesca na parede!
Hoje em dia, a oitava geração da Família Farina ainda produz o mesmo perfume e estão no mesmo endereço desde 1723. A loja abre de segunda a sábado das 10:00 e 16:00 e no domingo entre 11:00 e 16:00 e fica na Obenmarspforten 21. Para quem quiser saber mais, é possível visitar o Museu do Perfume  na Casa Farina com tour guiado, custa apenas cinco euros!

Casa Farina. Fonte: Google Images

E daí tem a história do tal Wilhelm Mülhens, que criou sua própria Água de Colônia em 1792. Ele comprou direitos autorais para vender sua fragrância como Farina, também em Colônia, de um suposto membro da família Farina na Itália, que na verdade se aproveitou do sobrenome para ganhar dinheiro. Mais tarde a Família Farina entra em briga judicial e Mülhens adota então o nome 4711 como marca dos seus perfumes, número da casa onde morava em Colônia.

Eau de Cologne 4711. Fonte: Google Images

Em 1943, juntamente com mais de 80% da cidade de Colônia, a casa 4711 foi destruída e, em 1964, foi re-inaugurada na Glockengasse 4, onde permanece até hoje. A loja abre de segunda à sexta das 9:30 às 18:30 e sábado das 9:30 às 18:00.

Casa 4711. Fonte: Google Images

Mülhens conquistou fama mundial e é possível adquirir produtos ou saber mais no site e mesmo na loja em Colônia. Eles possuem museu próprio com a história do perfume 4711, com visitas guiadas (em alemão) nos sábados às 13h até 14h e a entrada custa também cinco euros por pessoa. Lembrando que em ambos, caso você não fale alemão, você precisa enviar um e-mail ou preencher formulário nos sites com antecedência agendando sua visita em outra língua.
Eu particularmente não fui em nenhum dos museus, e como era um domingo, só consegui visitar a Casa Farina, já que a Casa 4711 estava fechada. E apesar de parecer valer a pena, eu não sabia sobre o tal registro e não quis arriscar quase 1 hora de explicações em alemão. Quem sabe mais pra frente?! Mas só a loja em si já é bem interessante, as funcionárias são bem informadas e tiram todas as dúvidas dos turistas.


Fonte: folder adquirido na Casa Farina e sites oficiais da Casa Farina e Casa 4711.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Festa de Verão!

Quando ainda estava no mestrado no Brasil, ouvia regularmente dos professores doutores a importância da interdisciplinaridade. O meu programa era interdisciplinar, pelo menos teoricamente, mas na prática estou vivendo essa interdisciplinaridade pela primeira vez e finalmente entendo sua importância. Aqui na Alemanha estudo/trabalho no Helmholtz-Institut, e só dentro do nosso (sub)grupo temos engenheiros, físicos, matemáticos, fisioterapeutas e biólogos. Isso sem contar que trabalhamos diretamente com alguns médicos da Uniklinik, ou seja, os "problemas" são vistos e analisados por diversos ângulos, trazendo soluções muito mais amplas e, consequentemente, muito mais benéficas para os pacientes.
Faz quase quatro meses que estou aqui e tenho que admitir que não conhecia muita gente além do meu próprio (sub)grupo, apesar de trabalhar em um prédio razoavelmente grande, nunca tinha me atentado para o quão grande o instituto realmente é! Faz algumas semanas recebemos um e-mail com o convite para a Sommerfest (Festa de Verão) para integração dos grupos, com almoço e brincadeiras. Pensei comigo, festa de alemão do trabalho com brincadeiras? Super! (irônico).
Confesso que fui surpreendida.... primeiro: com o clima! Depois de vários dias nublados, o dia estava realmente quente e ensolarado como o verão tem que ser. Em segundo com o almoço: para beber tinha refrigerante normal e light, água com gás, sucos e CERVEJA, à vontade. O cardápio do almoço era salada, pães e molhos a vontade e no buffet quente tinha lagarto ao molho madeira, frango com molho vermelho e peixe com molho branco, além de arroz branco, batatas em conserva, batatas gratinadas com molho, batata frita, batata assada, purê de batata e uma lasanha vegetariana. Ah, teve sobremesa! Mini bolos e frutas. Vale a pena ressaltar que a fila da salada e do pão estava maior que a do buffet quente. E que as frutas acabaram e os bolos continuaram lá pra sempre!! E eu como uma boa gordinha fiquei feliz, claro!!

Cerveja para os estrangeiros e cola light para a alemã!

E por fim, as brincadeiras foram surpreendentemente divertidas!! Estamos divididos em sete diferentes grupos dentro do instituto, e cada grupo possui em média quatro subgrupos, cada um com seu próprio laboratório, projetos e orientador. Para a brincadeira, cada subgrupo cedeu um representante para montar uma apresentação geral do grupo com 10 slides, que na verdade resultaram em apresentações um pouco além do trabalho que realmente fazemos. Porém, as apresentações foram sorteadas e cada grupo apresentou um outro grupo, sem ter visto os slides anteriormente. Teve quem apresentou em alemão, dialetos da região, inglês, espanhol e francês. Teve engenheiros explicando como funciona o coração e o sistema neuromuscular, biólogos explicando fórmulas complexas da engenharia e programação de robôs e ainda físicos explicando como funciona a reprodução humana, com direito a slides explicando como você deve evitar ou mesmo "fazer" filhos. Sim, brincadeira mega-super-extra nerd, mas rendeu boas risadas, enquanto a cerveja continuava rolando solta!

Slide sacanagem mega específico de cardio para o pessoal da engenharia explicar!

Após apresentações, começou um jogo meio similar à imagem e ação, mas aí eles me perderam porque as palavras eram em alemão, e como todos sabem, meu nível de alemão é lamentável para permanecer em algum local por livre e espontânea vontade com cara de paisagem... mas todos pareciam continuar se divertindo. Quem não estava participando dos jogos, ficou nas mesas bebendo e conversando (em inglês, ufa!).
E com isso tudo, percebi o quanto é bacana poder trabalhar sem ter o "laboratório inimigo". Na verdade, muitos professores aqui frequentemente trabalham juntos e todas as vezes que recebemos convites de outros laboratórios do instituto para algum tipo de apresentação, seja de um novo projeto, tese ou mesmo por ter um professor visitante, basicamente nossa orientadora nos "re-convida", leia-se obriga, a prestigiar tal evento. Enfim, que venha a festa de outono. E a de inverno. Tschüss!

domingo, 20 de julho de 2014

Ser Católico na Alemanha

Menos de um terço da população alemã é católica, cerca de 30,8%, basicamente o mesmo número de protestantes (luteranos), 30,3%. O restante são muçulmanos, judeus ou não declaram ter religião alguma. Acredito que boa parte não declare religião por ser cobrada uma sobretaxa de 8-9% sobre o imposto de renda - que vai diretamente para a Igreja. Independente do motivo, logo que cheguei na Alemanha, fui fazer meu registro na cidade e me declarei católica. 
Alguns dias depois recebi um pacote da Igreja Católica da Alemanha com uma carta de boas vindas à Düsseldorf, uma revista com informações sobre as igrejas existentes no meu bairro com horários de missa, telefones das secretarias e mesmo e-mail dos párocos caso eu ainda tivesse qualquer dúvida adicional. Achei de extremo bom gosto e organizado, além de ser um cuidado especial com os fiéis.
Como já deu pra perceber, aqui é tudo muito organizado (e não estou falando só da igreja). Então, caso esteja vindo para a Alemanha e não quiser passar vergonha ou ficar muito perdido durante uma missa, atente-se para algumas informações básicas:

- A missa começará PONTUALMENTE no horário marcado;
- Cuidado ao fazer barulho (seja com celular tocando ou falando com alguém ao lado), a acústica das igrejas na Europa é perfeita, vai parecer que você está gritando;
- Geralmente é disponibilizado um livro de canto, caso tenha curiosidade (mesmo sem entender a língua), pegue um e preste atenção no número que será projetado (na igreja que eu vou, é projetado nos pilares). Ah, devolva depois;
- Mesmo na missa de domingo é feita apenas uma leitura, depois vai direto para aclamação do evangelho;
- Logo após o canto “Hosana”, todos ficam imediatamente de joelhos e permanecem até o final da oração eucarística;
- Durante a paz de Cristo, dê um aperto de mão e diga "Frieden". Não tente abraçar ou dar um beijo no coleguinha alemão;
- Não saia correndo para a fila da comunhão, as pessoas respeitam ordem de bancos, ou seja, comungará primeiro quem se sentou nos primeiros bancos e por último quem se sentou no fundo;
- Após benção final, também não saia correndo, até o padre espera o canto final acabar para dar início à procissão final (e todos os fiéis também).

Eu tenho essa versão da liturgia que pedi para o pároco da igreja que frequento aqui, para quem quiser, é só imprimir para poder acompanhar melhor, pois eles não oferecem um “Deus Conosco” ou projetam a missa como as igrejas católicas fazem no Brasil. A tradução é só para saber o correspondente da nossa missa no Brasil, portanto não fiz a tradução ao pé da letra e menos ainda de tudo.


Eucharistiefeier – Heilige Messe      (Eucaristia – Santa Missa)

Lied der Gemeinde (canto de entrada)

Der Priester begrüßt die versammelte Gemeinde:
Priester (Sacerdote): Im Namen des Vaters und des Sohnes und des Heiligen Geistes. (Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo)
Alle (todos): Amen.
P: Der Herr sei mit Euch. (O Senhor esteja convosco)
A: Und mit deinem Geiste. (E com o vosso Espírito)

Dann bitten wir Jesus Christus um sein Erbarmen:
P: Herr, erbarme dich. A: Herr, erbarme dich. (Senhor, tende piedade de nós)
P: Christus, erbarme dich. A: Christus, erbarme dich. (Cristo, tende piedade de nós)
P: Herr, erbarme dich. A: Herr, erbarme dich. (Senhor, tende piedade de nós)

Lied (Canto - Glória)

Der Priester spricht nach stillem Gebet der Gemeinde das Tagesgebet.

Lesung (Leitura)
Nach der Lesung:
Lektor: Wort des lebendigen Gottes. (Palavra do Senhor)
Alle: Dank sei Gott. (Graças a Deus)

Halleluja-Gesang

Evangelium
Vor dem Evangelium:
Priester oder Diakon: Der Herr sei mit Euch.
Alle: Und mit deinem Geiste.
Priester oder Diakon: Aus dem Heiligen Evangelium nach ….
Alle: Ehre sei dir, o Herr. (Glória a Vós, Senhor)
Dabei zeichnet sich jeder mit dem Daumen ein kleines Kreuz auf Stirn, Mund und Herz.

Nach dem Evangelium:
Priester oder Diakon: Evangelium unseres Herrn Jesus Christus. (Palavra da Salvação)
Alle: Lob sei dir, Christus. (Glória a Vós, Senhor)  

Predigt (Homilia)

Glaubensbekenntnis (Credo)

Fürbitten (Oração da Comunidade)
Nach den einzelnen Bitten antwortet die Gemeinde: Wir bitten dich, erhöre uns.
(Nós vos suplicamos, ouvi-nos)

Kollekte (Sammlung für die Arbeit der Kirche)

Gabenbereitung  (Ofertório)
Die Messdienerinnen und Messdiener bringen die Gaben, Brot und Wein, zum Altar.

Hochgebet
Der Priester spricht das Hochgebet – ein Dankgebet für die Taten Gottes und lebendige Erinnerung an Jesus Christus. Dazu stehen alle.
Priester: Der Herr sei mit euch.
Alle: Und mit deinem Geiste.
P: Erhebet die Herzen. (Corações ao alto)
A: Wir haben sie beim Herrn. (O nosso coração está em Deus)
P: Lasset uns danken dem Herrn, unserem Gott. (Demos graças ao Senhor, nosso Deus)
A: Das ist würdig und recht. (É nosso dever e nossa salvação)
P: In Wahrheit ist es würdig und recht... (Na verdade, é justo e necessário...)

Alle singen das Lied zum Sanctus (Heilig). Danach knien sich alle. – canto Hosana

Nach der Wandlung:
Priester: Geheimnis des Glaubens: (Eis o mistério da fé)
Alle: Deinen Tod, o Herr, verkünden wir, und deine Auferstehung preisen wir, bis du kommst in Herrlichkeit. (Anunciamos, Senhor,  a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus)

Am Ende des Hochgebetes antworten alle mit „Amen“. Danach stehen alle wieder auf.

Der Priester lädt ein, das Gebet Jesu, das „Vater unser“ (Pai Nosso) zu sprechen.
Alle: Vater unser im Himmel
geheiligt werde Dein Name, dein Reich komme,
dein Wille geschehe, wie im Himmel so auf Erden.
Unser tägliches Brot gib uns heute,
und vergib uns unsere Schuld
wie auch wir vergeben unseren Schuldigern.
Und führe uns nicht in Versuchung,
sondern erlöse uns von dem Bösen.
Denn dein ist das Reich und die Kraft
und die Herrlichkeit in Ewigkeit. Amen.

Friedensgruß
P: Der Friede des Herrn sei allezeit mit Euch. (A paz do Senhor esteja sempre conosco)
A: Und mit Deinem Geiste. (E contigo também)
Alle reichen ihren Nachbarn die Hand und wünschen ihnen mit folgenden Worten den Frieden: „Der Friede sei mit Dir.“

Gebet vor der Kommunion – Oração antes da comunhão
(dazu knien alle – todos se ajoelham):
Priester: Seht das Lamm Gottes, das hinweg nimmt die Sünde der Welt!
(Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo)
Alle: Herr, ich bin nicht würdig, dass du eingehst unter mein Dach. Aber sprich nur ein Wort, so wird meine Seele gesund. (Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo)

Kommunion (Comunhão)

Der Priester spricht das Schlussgebet und bittet um den Segen Gottes.
(Benção final)
Priester: Der Herr sei mit Euch.
Alle: Und mit deinem Geiste.
Priester: Es segne Euch der dreifaltige Gott, der Vater, der Sohn
und der Heilige Geist. - Alle machen dazu das Kreuzzeichen.
Alle: Amen.
Priester: Gehet hin in Frieden.
Alle: Dank sei Gott dem Herrn.


Schlusslied (Canto final)


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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Despedida de Solteira!!



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Não gente, ainda não vou me casar. Mas como muitas amigas sabem (eu diria na prática...), eu A-D-O-R-O um chá de cozinha, vulgo despedida de solteira no Brasil. Hoje preciso confessar, eu adorAVA. Cheguei na Alemanha e já fui convidada para dois casamentos (depois eu conto como é um casamento aqui) e, apesar de não ter ido em nenhuma das despedidas, vejo elas acontecendo aos montes aqui no centro de Düsseldorf. E não entendo até agora como nunca percebi o quão machistas são nossas festas: o homem sai pra beber com os amigos e a mulherada fica em casa sendo pintada pra ganhar itens de cozinha!
Eu acho mais que certo o casal fazer o tal do "Chá Bar" ou "Chá de Barnela" com todos os amigos pré-casório, homens e mulheres. Acho sim que o homem também tem que procurar a aliança na farinha depois de morder uma maçã em um balde de água! Afinal, pelo menos EU que não vou cozinhar sozinha, menos ainda limpar. Então desculpa, a vassoura, o rodo e pazinha não é só pra mim não!!!
Mas vamos os que interessa: a despedida de solteiro na Europa. A despedida de solteiro é sim para ser um clube da Luluzinha ou do Bolinha. Os noivos só sabem o dia, e mais nada. Você acorda e vai encontrar seus amigos, e quando digo amigos estou querendo dizer realmente amigos, não todos os convidados da festa. Geralmente são grupos pequenos de 4-6 pessoas, alguns com mais, depende de quem está organizando (gealmente os padrinhos - suposto serem pessoas especiais na sua vida, não o mais endinheirado para ganhar um presente melhor). E então você ganha as roupas que irá vestir durante o dia e/ou acessórios, além de um ticket de trem para um bate e volta, geralmente cidades maiores. É sempre possível identifcar um grupo que está celebrando a despedida de solteiro, e no mesmo dia você vê vários, e é muito engraçado. As mulheres geralmente saem uniformizadas, por exemplo todas de camiseta vermelha ou mesmo blusinhas customizadas e a noiva com uma faixa "Bride to be" e o véu na cabeça, ou aquelas tiaras de princesa, indo de bar em bar, causando no transporte público, mexendo com todo mundo e até vendendo alguma coisa para os homens que passam, que pode ser desde doces até preservativos. O dinheiro financia mais bebida, claro!

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Já os homens geralmente saem fantasiados. Já vi grupos que todos estavam vestidos completamente de laranja, da cabeça aos pés (provavelmente holandeses), outros de terno e gravata, com máscaras de desespero pelo noivo, vestidos de super heróis, já soube até de noivo vestido de escocês que os padrinhos deixavam a mulherada olhar por baixo do kilt (vulgo: saia) com um espelhinho..... vai da criatividade dos seus amigos e do quanto eles gostam de você.

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O que importa é ter um dia completamente insano, de preferência em alguma cidade que ninguém te conhece, com as pessoas que realmente são especiais na sua vida. Daí você vai falar, ahh, mas no Brasil não tem como pegar um trem e estar em algum lugar bacana em pouco tempo! Mas tem ônibus, e maioria das pessoas tem um carro. De Bauru eu levaria minhas amigas para São Paulo desfilar em plena avenida paulista, por exemplo. Ou Campinas, Ribeirão Preto..... o importante é fazer um dia inesquecível e divertido, só não vale esquecer que deve ser planejado pelas amigas JUSTAMENTE por elas saberem os seus limites, se sua amiga é mega tímida não rola fazer ela lembrar desse dia como o maior mico da vida e que ela nem conseguiu se divertir de tanta vergonha que sentiu!
Todos os grupos que tenho visto e mesmo ouvindo experiência de algumas alemãs, todos os noivos estão sempre com um sorriso de orelha a orelha se divertindo com os amigos, alguns muito bêbados para se preocupar com o que está acontecendo e, mesmo quando o noivo(a) não bebe, os amigos foram criativos suficiente para fazer alguma coisa diferente e dentro do aceitável. No fim, seu amigo só está casando, por isso se chama despedida de solteiro, e não despedida de amizade!
Enfim, me apaixonei e me recuso a organizar ou animar outro chá de cozinha! Por um Brasil onde a mulherada possa ter uma despedida de solteira decente como qualquer outra noiva na Europa e noivo brasileiro! E estou inclusa nessa, COM CERTEZA.

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sábado, 5 de julho de 2014

Estudar na Alemanha: primeiras impressões

E o tempo continua passando. Em dois dias completo 3 meses de Alemanha, meu alemão continua nível A1, ainda cometo erros mais que básicos quando tento falar alguma coisa, erro toda estrutura das frases, mas ao menos já comecei a entender palavras-chave nas reuniões de trabalho, mas ainda preciso perguntar depois, e muito.
Mas melhor do que a língua em si é que comecei a entender melhor a estrutura de um doutorado na Alemanha, e estou apaixonada. Diferente do Brasil que basicamente pensamos em um projeto bem elaborado e focamos na coleta de dados, análise, qualificação e defesa, aqui o importante em si não é o seu projeto inicial ou se você vai publicar 5 artigos esse ano (só porque todos os alunos da graduação são obrigados a colocar seu nome como colaborador, claro), mas sim que no final você possa ser realmente um pesquisador.
Antes de realmente começar a rotina no laboratório, é comum o orientador dar algumas semanas para o aluno que vem de outro país se estabilizar, afinal, é preciso se acostumar com um novo país, pessoas falando outra língua, entrar em um apartamento novo onde sua mudança está dentro de duas malas de 32 kg e sair pra comprar basicamente tudo. Depois é preciso acertar documentação para permanência no país, matricular na universidade, pagar taxas escolares, fazer um seguro-saúde, abrir uma conta no banco e a lista não tem fim!
Eu particularmente tive 3 semanas e foi suficiente. Achei exagero no começo, claro que a ansiedade e vontade de começar é enorme, mas percebi que realmente esse tempo foi necessário. Então veio minha nova surpresa: doutorandos não frequentam aulas (com exceção de uma ou outra do orientador), então são tratados basicamente como funcionários. Eu tenho minha própria sala, a qual divido com um colega (por acaso também estrangeiro), minha mesa com gavetas para guardar meus documentos, meu computador e telefone. Nossos nomes constam na porta, toda a equipe está no mural do corredor do instituto com fotos, nome embaixo e o número da sala. Além disso, temos a sala de estudantes com mais computadores (que aí já não são pessoais) para alunos da graduação e mestrado e o laboratório em si. 

Minha mesa e meu computador: para não morrer de saudades! 

Outras coisas que me deixaram de queixo caído foi a organização do grupo. Dentro do instituto, temos o nosso e-mail pessoal, e dentro dele um calendário que pode ser lido por todos, ou seja, se eu quero ir na sala da minha orientadora pedir alguma coisa, é só checar antes se ela está em alguma reunião para não atrapalhar, ou mesmo usar o laboratório para uma coleta, tem o calendário próprio onde todos agendam uso para não ter perigo de duas pessoas agendarem no mesmo dia. Temos reuniões regularmente (a cada 15 dias, no mesmo dia e horário) no qual discutimos o que está acontecendo, pedimos ajuda, tiramos dúvidas... 
E sim, a sala da nossa orientadora fica acessível em frente ao laboratório, e ela está sempre lá, quando você precisa de qualquer coisa é só bater e pedir. Ela não some ou demora 50 anos para corrigir um artigo ou te dar uma resposta. Caso prefira, também pode conversar com ela no almoço enquanto senta entre os alunos no restaurante universitário sem problemas algumas vezes durante a semana. E nada de chamá-la por “professora” ou “senhora”. Chamamos pelo diminutivo do nome, como muito me chamam de “Li”.
Semana passada finalmente tive minha primeira reunião com minha orientadora para discutirmos os meus primeiros passos no doutorado. Eu não vou desenvolver nenhum projeto específico nos próximos dois anos, então agora é hora de usar tudo que eu quiser do laboratório e fazer testes, analisar o dados (ver se eu sei fazer isso), interpretar e tirar dúvidas. Sabe aquela coisa de economizar material porque não sabemos se a verba vem para nova compra? Ninguém nunca ouviu falar disso por aqui. Então se eu me decidir que quero estudar a cor verde, primeiro faço alguns testes no laboratório pra saber o que é cor. Ah, é só pegar os livros certos sobre o assunto e pronto. Não, não aqui. Primeiro você realmente precisa entender o conceito e testar por si mesmo o que é cor. E de novo se o primeiro piloto não der certo. Ok, você está seguro sobre cor, então agora precisa estudar o azul e o amarelo, insistentemente, até você entender sobre isso. E então você terá capacidade de realmente elaborar um projeto sozinho para saber o que é o verde. No final, você sabe passo a passo até chegar ao que quis estudar especificamente. Claro, até lá você também participou do projeto de vários colegas, mas que não é seu. Cada um tem seu objetivo, esse negócio de fazer um “projetão” e cada um tira sua fatia, apesar de mega prático e utilizado no Brasil para render muitos artigos, não é considerado pesquisa aqui.
Além de participar do projeto dos colegas, você também terá algumas perguntas para responder. Trabalhamos em conjunto com o Hospital Universitário, então se um médico tem um grupo de pacientes com uma doença x e quer entender porque o movimento desses pacientes é y, ele liga para alguém no laboratório e fala, tenho n pacientes nessas condições e quero entender por que eles respondem dessa forma ao tratamento, tem alguma outra coisa que poderia ser feito? E então isso é discutido em reunião, um dos pesquisadores do grupo fica responsável pelo estudo, é apresentado ao médico e os pacientes são encaminhados sem você precisar IMPLORAR para que eles participem da sua pesquisa. Não é um sonho?
No final de tudo, você tem dois caminhos: caso você tenha feito dois bons artigos e PUBLICADO durante seu doutorado como autor principal, você recebe o título Phd. Caso contrário, você precisa escrever a tese e apresentar. A tese não é somente o projeto principal, mas passo a passo de tudo que foi realizado durante seu doutorado, com os resultados obtidos. E como em qualquer lugar, você só vai apresentar ou mesmo caso não precise apresentar, só receberá o título caso seu orientador acredite que você fez um bom trabalho e está apto para isso (#medo).
No fim, mesmo parecendo mais confuso, acredito que o processo aqui é muito mais fácil e muito mais eficiente. É realmente uma escola onde você precisa ser autodidata para ter sucesso, mas ao menos forma um profissional independente sem o stress desnecessário de cumprir metas para o orientador.
Outra coisa que acho o máximo? Sabe aqueles “bam-bam-bam” da nossa área que lemos os artigos no Brasil e ficamos babando nos artigos deles? Então, passam na frente da minha sala todos os dias!! Cada dia descubro um novo!! E claro, a minha própria orientadora é uma delas.
Posso estar enganada sobre minhas primeiras impressões, mas uma coisa é certa: não pode ser a toa que a Alemanha possui as melhores universidades e centros de pesquisa do mundo!